Robôs, inteligência artificial e computação em nuvem entram na agenda das fábricas de Santa Catarina. O desafio é transformar acesso à tecnologia em resultado operacional.

Um robô humanoide diante de um dirigente industrial é uma imagem capaz de concentrar a atenção. A cena, registrada no Radar Tech de abril de 2026, também expõe uma pergunta que vai além da demonstração: o que precisa mudar dentro de uma empresa para que a tecnologia melhore sua capacidade de produzir?
A nova disputa por produtividade na indústria catarinense passa por essa resposta. Escolher equipamentos e sistemas é parte do caminho. Organizar informações, preparar pessoas e rever processos são decisões igualmente relevantes para transformar uma possibilidade técnica em uma mudança concreta.
Produtividade na indústria catarinense: da demonstração à adoção
No Radar Tech, realizado em 16 de abril na sede da FIESC, em Florianópolis, a discussão reuniu robotização, transformação digital e qualificação. Segundo a síntese publicada pela federação, o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, defendeu que o desafio está em ampliar a adoção das tecnologias disponíveis no Estado.
Na mesma cobertura, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, apresentou a automação como uma resposta à escassez de mão de obra, relatando a experiência de sua empresa. Essa é uma avaliação empresarial, que deve ser distinguida de uma conclusão sobre o efeito dos robôs em todos os postos de trabalho.

Os dados vêm antes das promessas da IA
A cobertura do encontro também registra o alerta de Luis Liguori, da AWS Brasil, sobre empresas que buscam resultados de inteligência artificial antes de estruturar seus dados. A preparação das equipes e sua capacidade de adaptação apareceram como fundamentos da transformação.
O ponto ajuda a explicar por que a decisão de investir exige mais que entusiasmo. Sem uma base organizada, fica difícil identificar o problema, acompanhar o desempenho e saber se a solução adotada entrega o resultado esperado. Esse é o critério que permite separar uma demonstração atraente de uma melhoria sustentável.
Como as empresas entram nessa mudança
Nos registros dos painéis do Radar Tech, Rafael Dall’Anese, da DR Aromas & Ingredientes, apresentou uma estratégia com dados, inteligência artificial e monitoramento da produção. Henrique Bresolin, da WEG, abordou o envolvimento da organização na adoção de novas tecnologias e apresentou o robô autônomo WRM 500, voltado à movimentação logística.

Esses relatos mostram caminhos de aplicação. As fontes consultadas não oferecem uma comparação independente de ganhos de produtividade dessas iniciativas. Por isso, os casos são apresentados como experiências e propostas discutidas no evento, sem atribuir a eles resultados financeiros ou operacionais não demonstrados.
A cooperação que liga nuvem, pesquisa e gestão
Outra frente foi formalizada no encontro: a cooperação entre FIESC e Amazon Web Services, anunciada pela entidade em 17 de abril. O termo, assinado no dia anterior, também envolve SENAI/SC e IEL/SC.
Segundo a comunicação institucional, a iniciativa prevê projetos, qualificação profissional e uso de tecnologias em nuvem. O SENAI participa com sua estrutura de inovação e tecnologia; o IEL atua na preparação de lideranças e na gestão da inovação. O acordo descreve uma agenda de trabalho, cujo impacto depende da execução dos projetos.
Uma escolha que chega à liderança
A pauta reapareceu em Joinville, na participação da FIESC na ExpoGestão de maio de 2026. Inteligência artificial, inovação e desenvolvimento de lideranças integraram os debates divulgados pela entidade. A presença desses temas em um encontro de gestão reforça que a transformação alcança também quem estabelece prioridades e decide onde investir.
Para acompanhar a produtividade na indústria catarinense, vale observar quais projetos saem da apresentação, quais equipes recebem formação e quais resultados são efetivamente medidos. É nessa passagem entre intenção e execução que a estratégia ganha consequência.
Depois de olhar para quem exerce influência em Santa Catarina, a TP acompanha o que essas decisões podem mudar na economia. Na indústria, uma das perguntas centrais é como transformar tecnologia disponível em capacidade produtiva.
Análise editorial baseada nas fontes públicas indicadas no texto. As fotografias são registros do Radar Tech de 16 de abril de 2026, disponibilizados pela sala de imprensa da FIESC; não representam uma visita da TP a instalações industriais.
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