
Uma nova geração de articuladores começa a ocupar posições estratégicas em partidos, gabinetes e organizações empresariais. Longe dos holofotes, esses nomes ajudam a definir agendas, alianças e prioridades que podem influenciar o próximo ciclo político de Santa Catarina.
Nem todo poder aparece no palanque.
Em Santa Catarina, parte das decisões mais importantes de 2027 começa a ser construída longe das câmeras, em reuniões partidárias, encontros empresariais, gabinetes e conversas reservadas entre lideranças que tentam reorganizar forças antes da próxima disputa eleitoral.
Nesse ambiente, alguns nomes passaram a ganhar espaço não necessariamente por exposição pública, mas pela capacidade de articular interesses, aproximar grupos e construir consensos.
Um deles é Marcelo Farias, 38 anos, advogado e ex-secretário municipal que hoje atua como coordenador político de uma frente regional com presença em mais de 40 municípios.
Nos últimos meses, Farias participou de negociações envolvendo filiações, alianças locais e formação de candidaturas para 2028.
Seu nome ainda é pouco conhecido fora dos círculos políticos, mas aparece com frequência em conversas entre dirigentes partidários e empresários.
Poder sem mandato
O crescimento de figuras como Farias revela uma característica importante da política contemporânea.
Nem toda influência depende de voto.
Assessores estratégicos, coordenadores regionais, dirigentes partidários, empresários, consultores e articuladores passaram a exercer papel decisivo na formação de candidaturas e na construção de agendas.
Em muitos casos, são eles que identificam lideranças, organizam alianças e definem quais nomes terão estrutura para crescer.
“Hoje, uma candidatura competitiva começa muito antes da campanha”, afirma Farias.
Segundo ele, o trabalho político deixou de ser apenas eleitoral e passou a exigir planejamento permanente.
O empresariado também se aproxima
Outro movimento perceptível em 2027 é a aproximação entre grupos empresariais e lideranças políticas regionais.
Entidades setoriais passaram a estruturar agendas próprias sobre infraestrutura, inovação, tributação e formação profissional.
Essas pautas chegam aos partidos antes mesmo de serem transformadas em propostas eleitorais.
A empresária fictícia Laura Mendes, presidente de uma associação industrial do Norte catarinense, afirma que o setor produtivo está menos interessado em apoiar nomes isolados e mais preocupado em influenciar prioridades.
“Não adianta apenas ter acesso ao candidato. O objetivo é fazer com que determinados temas estejam na agenda pública.”
Uma disputa por influência regional
O Norte de Santa Catarina voltou a ganhar peso político nos últimos anos por razões econômicas.
Joinville, Jaraguá do Sul e municípios do entorno concentram empresas, arrecadação e uma população eleitoral relevante.
Isso aumentou a disputa entre partidos por lideranças regionais capazes de dialogar com empresários e com o eleitorado urbano.
Nos bastidores, alguns nomes trabalham justamente para transformar força econômica em capacidade de influência política.
A nova política é menos visível
A ascensão desses articuladores também mostra que o poder político está cada vez mais distribuído.
Parte dele continua nos cargos eletivos.
Outra parte está em quem controla informação, relacionamento, estrutura e acesso.
São pessoas que talvez nunca disputem uma eleição, mas que ajudam a determinar quem terá condições de disputá-la.
Em 2027, entender a política catarinense exige olhar menos para quem fala mais alto e mais para quem está construindo alianças quando ninguém está olhando.
Conteúdo fictício criado exclusivamente para demonstração editorial e visual da TP. Pessoas, organizações, fatos e acontecimentos mencionados nesta matéria são inventados.