
A Vértice Sul prepara uma nova fase de crescimento com aquisições, entrada em outros estados e investimentos em tecnologia. O grupo, criado no Norte de Santa Catarina, projeta quase triplicar de tamanho nos próximos quatro anos.
A Vértice Sul entrou em 2027 com um objetivo definido. Transformar uma operação regional em um grupo de alcance nacional.
Fundada há 24 anos em Joinville, a companhia encerrou 2026 com faturamento de R$ 382 milhões e agora trabalha com a meta de chegar a R$ 1 bilhão até 2030.
O plano prevê crescimento orgânico, aquisição de empresas menores, expansão para novos estados e investimento em áreas que hoje representam uma parcela pequena da receita.
A estratégia marca também uma mudança na forma como a empresa pretende crescer.
Durante boa parte de sua história, a Vértice Sul avançou de maneira gradual, financiando a expansão com recursos próprios e mantendo suas operações concentradas principalmente em Santa Catarina e no Paraná.
Agora, a empresa quer acelerar.
Nos próximos três anos, o grupo pretende investir aproximadamente R$ 180 milhões em novas unidades, tecnologia, logística e aquisições.
A expectativa é entrar em pelo menos quatro novos estados até o fim de 2029.
Crescer sem perder o controle
À frente da companhia está Rafael Muniz, de 41 anos, integrante da segunda geração da família fundadora.
Ele assumiu a presidência executiva em 2023, depois de passar por diferentes áreas do negócio.
Desde então, iniciou um processo de profissionalização que incluiu a criação de um conselho consultivo, contratação de executivos vindos de empresas nacionais e revisão das metas de longo prazo.
Para Muniz, o desafio não está apenas em crescer.
Está em garantir que a organização continue funcionando quando atingir outra escala.
“Uma empresa com R$ 300 milhões de faturamento pode depender muito das decisões de poucas pessoas. Uma empresa de R$ 1 bilhão não pode funcionar dessa maneira.”
A companhia também começou a separar de forma mais clara a atuação da família da gestão executiva.
Hoje, três membros da família permanecem ligados ao grupo, mas apenas um deles ocupa função executiva.
Aquisições entram no radar
Parte do crescimento previsto para os próximos anos deve vir de aquisições.
A Vértice Sul já analisa empresas em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
O foco está em negócios com faturamento entre R$ 30 milhões e R$ 120 milhões que possam complementar a operação atual ou abrir mercados onde o grupo ainda possui pouca presença.
A primeira aquisição pode ser anunciada ainda no primeiro semestre.
Segundo a empresa, as conversas começaram no fim de 2026 e envolvem uma companhia do setor de distribuição.
O nome não foi divulgado.
A estratégia representa uma mudança importante para um grupo que cresceu, até aqui, quase exclusivamente por expansão própria.
Tecnologia como parte da operação
Outro eixo do plano é a digitalização.
A empresa pretende investir R$ 35 milhões até 2029 em automação, análise de dados e integração entre as diferentes unidades do grupo.
O objetivo é reduzir custos operacionais e permitir que decisões de expansão sejam tomadas com mais rapidez.
Uma nova estrutura de inteligência de mercado também foi criada para acompanhar preços, comportamento dos clientes, produtividade e desempenho regional.
A expectativa é que dados passem a influenciar diretamente decisões que antes eram tomadas principalmente com base na experiência dos gestores.
O desafio da sucessão
O crescimento acontece ao mesmo tempo em que a Vértice Sul passa por uma transformação geracional.
O fundador, Antônio Muniz, de 68 anos, deixou a presidência executiva há quatro anos e hoje participa do conselho.
A transição foi planejada ao longo de quase uma década.
Rafael afirma que assumir a companhia não significou apenas ocupar o lugar do pai.
“Minha responsabilidade não era preservar exatamente a empresa que recebi. Era entender o que precisava continuar e o que precisava mudar.”
A estratégia de chegar a R$ 1 bilhão é uma dessas mudanças.
Até poucos anos atrás, o grupo trabalhava com planos de crescimento mais conservadores e evitava operações consideradas mais agressivas.
A nova gestão passou a aceitar maior exposição, desde que acompanhada de governança e controle financeiro.
Um grupo que quer mudar de tamanho
Se atingir a meta prevista, a Vértice Sul terá quase triplicado de tamanho em menos de uma década.
O número de funcionários deve passar dos atuais 1,4 mil para aproximadamente 2,5 mil até 2030.
A empresa também pretende elevar a participação de receitas fora da Região Sul dos atuais 18% para pelo menos 45%.
O desafio será crescer sem comprometer rentabilidade, cultura e capacidade de execução.
Para a companhia, o próximo ciclo não é apenas sobre vender mais.
É sobre construir uma organização capaz de operar em outra dimensão.
E, pela primeira vez em sua história, a Vértice Sul parece disposta a testar até onde pode chegar.
Conteúdo fictício criado exclusivamente para demonstração editorial e visual da TP. Empresas, pessoas, números e acontecimentos mencionados nesta matéria são inventados.