
Após quatro décadas sob comando dos fundadores, a fictícia Metalfort inicia uma transição planejada para a segunda geração. O desafio agora é crescer sem romper com a cultura que transformou a empresa em uma das maiores do setor na região.
A Metalfort começou 2027 em um momento decisivo.
Fundada em 1985, em Joinville, a companhia industrial encerrou o último ano com faturamento de R$ 620 milhões, 1,8 mil funcionários e operações em três estados. Agora, pela primeira vez desde a criação da empresa, o comando executivo passa integralmente para a segunda geração da família.
Quem assume a presidência é Helena Martins, de 36 anos, filha mais nova de um dos fundadores e até então diretora de estratégia e novos negócios.
A mudança não acontece de forma repentina. A transição começou há quase seis anos, quando a família iniciou um processo de governança, separação entre patrimônio e gestão e formação de novas lideranças.
Uma sucessão construída aos poucos
Antes de assumir a presidência, Helena passou por diferentes áreas da companhia.
Começou na operação comercial, depois migrou para planejamento, participou da expansão para o Paraná e, nos últimos três anos, liderou projetos de inovação e eficiência industrial.
A nova gestão assume com uma agenda ambiciosa.
A empresa pretende investir R$ 140 milhões até 2029 em automação, modernização de plantas e desenvolvimento de novos produtos.
A meta é ultrapassar R$ 900 milhões em faturamento antes do fim da década.
Crescer sem apagar a história
A sucessão também coloca a companhia diante de um dilema comum em empresas familiares.
Como modernizar processos sem romper com aquilo que criou valor ao longo do tempo?
Para Helena, o desafio não está em substituir a geração anterior, mas em reinterpretar o que fez a empresa crescer.
“Meu pai e meus tios construíram uma empresa muito baseada em proximidade, palavra e velocidade de decisão. Eu não quero perder isso. O que muda é a escala.”
A nova presidente já iniciou mudanças na estrutura executiva.
Pela primeira vez, metade da diretoria será composta por profissionais sem vínculo familiar.
A empresa também criou um comitê independente para investimentos e expansão.
A fábrica como centro da estratégia
Ao contrário de outros grupos que buscaram diversificação para setores completamente diferentes, a Metalfort pretende permanecer concentrada na indústria.
O foco será ampliar capacidade produtiva e aumentar a participação de produtos de maior valor agregado.
Hoje, cerca de 65% da receita vem de contratos recorrentes com grandes clientes industriais.
A meta é reduzir essa concentração e ampliar vendas para segmentos como energia, infraestrutura e mobilidade.
A família muda de papel
Com a transição, os fundadores deixam a rotina operacional e passam a atuar apenas no conselho.
A mudança foi uma condição estabelecida pelo próprio grupo familiar.
A ideia é evitar que duas estruturas de comando funcionem ao mesmo tempo.
“Se a nova geração assume, ela precisa de espaço real para decidir. Senão, a sucessão existe no papel, mas não na prática”, afirma Helena.
O teste começa agora
A troca de comando acontece em um momento em que a Metalfort está maior, mais complexa e mais exposta a novos mercados.
Isso significa que a segunda geração assume não apenas uma empresa consolidada, mas uma operação que precisa continuar crescendo.
A sucessão foi planejada.
A próxima etapa não será.
Ela dependerá da capacidade da nova gestão de transformar legado em resultado.
Conteúdo fictício criado exclusivamente para demonstração editorial e visual da TP. Empresas, pessoas, números e acontecimentos mencionados nesta matéria são inventados.