
Empresários mais jovens começam a diversificar patrimônio, entrar em fundos privados e investir diretamente em empresas. O movimento reduz a dependência de imóveis e renda fixa e aproxima o capital catarinense de operações antes concentradas nos grandes centros.
Durante décadas, parte significativa do patrimônio empresarial catarinense foi construída e preservada em ativos conhecidos.
Imóveis, participação nas próprias empresas, aplicações bancárias e renda fixa formaram a base de muitas fortunas familiares.
Esse padrão começa a mudar.
Uma nova geração de empresários e herdeiros passa a buscar investimentos mais sofisticados, com participação em fundos, venture capital, private equity e negócios fora de seus setores de origem.
O fictício Henrique Mello, de 33 anos, representa esse novo perfil.
Filho de uma família ligada à indústria, ele começou a reorganizar o patrimônio familiar há quatro anos e hoje mantém investimentos em tecnologia, energia, saúde e empresas de médio porte.
O dinheiro ficou mais estratégico
A mudança não é apenas financeira.
Ela também altera a forma como famílias empresárias pensam poder e crescimento.
Em vez de manter quase todo o capital concentrado no negócio original, alguns grupos começam a criar holdings, family offices e estruturas profissionais de gestão patrimonial.
Isso permite distribuir risco e, ao mesmo tempo, entrar em novas oportunidades.
Segundo Mello, a geração anterior pensava principalmente em preservar.
A nova tenta preservar e expandir.
“Nosso patrimônio não precisa depender de um único setor para continuar crescendo.”
O imóvel perdeu exclusividade
O mercado imobiliário continua importante, mas deixou de ser a única alternativa relevante fora da empresa principal.
Investidores mais jovens passaram a comparar retorno, liquidez e risco com muito mais frequência.
Parte deles prefere entrar em fundos fechados ou comprar participação em empresas antes de adquirir mais um imóvel comercial.
Esse movimento também é impulsionado pela maior oferta de produtos financeiros fora do eixo Rio-São Paulo.
Gestoras independentes e escritórios especializados começaram a disputar com mais força o dinheiro do Sul do país.
Capital local começa a financiar empresas locais
Uma das consequências mais interessantes é o aumento de investimentos em companhias catarinenses.
Empresários que fizeram patrimônio na indústria, no varejo ou na construção começam a financiar startups e negócios em expansão.
O resultado é um ecossistema em que o capital circula com mais intensidade dentro do próprio estado.
A fictícia Horizonte Capital, criada em Joinville, levantou R$ 120 milhões em seu primeiro fundo com recursos majoritariamente de empresários catarinenses.
O foco está em empresas com faturamento entre R$ 20 milhões e R$ 150 milhões.
Mais retorno também significa mais risco
A mudança de perfil, porém, traz novos desafios.
Investimentos em empresas privadas têm menos liquidez, mais incerteza e exigem acompanhamento mais próximo.
Por isso, cresce também a demanda por governança patrimonial e gestão profissional.
Famílias que antes decidiam tudo em reuniões informais passam a adotar comitês de investimento e políticas formais.
Uma nova forma de exercer influência
Quando o patrimônio deixa de ser apenas defensivo e passa a financiar novos negócios, ele também ganha outro tipo de poder.
Investidores passam a influenciar empresas que não fundaram.
Participam de conselhos.
Definem estratégias.
Conectam empresários.
E ajudam a decidir quais projetos terão capital para crescer.
A nova geração de investidores catarinenses não está apenas mudando onde coloca dinheiro.
Está mudando a forma como participa da economia.
Conteúdo fictício criado exclusivamente para demonstração editorial e visual da TP. Empresas, pessoas, números e acontecimentos mencionados nesta matéria são inventados.