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TP — Tem Poder

Capa da matéria Os escritórios que estão mudando a estética dos novos negócios catarinenses

Arquitetura deixou de ser apenas uma questão de espaço. Em Santa Catarina, empresas passaram a tratar sede, loja e ambiente de atendimento como parte da estratégia de marca. Escritórios autorais ganham força ao unir design, experiência e posicionamento.

Durante muito tempo, boa parte das empresas pensou arquitetura de forma funcional.

Era preciso organizar mesas, receber clientes, acomodar equipes e aproveitar bem o espaço.

Isso mudou.

Nos últimos anos, um novo grupo de escritórios catarinenses passou a trabalhar arquitetura como parte direta do posicionamento de marca.

A lógica é simples.

Se uma empresa investe em identidade visual, comunicação e experiência digital, o espaço físico também precisa transmitir quem ela é.

O ambiente virou linguagem

A fictícia Linha Norte Arquitetura cresceu justamente explorando essa mudança.

Fundado em 2019, em Joinville, o escritório começou com projetos residenciais e hoje concentra mais de 70% da receita em ambientes corporativos, restaurantes, clínicas, lojas e sedes empresariais.

Em 2026, o faturamento chegou a R$ 8,4 milhões.

Para a sócia fictícia Marina Costa, de 35 anos, o cliente mudou de pergunta.

“Antes ele perguntava quanto cabia no espaço. Hoje ele pergunta o que aquele espaço comunica.”

Essa diferença alterou completamente o processo de projeto.

A marca começa na fachada

Em projetos comerciais, o trabalho muitas vezes começa antes mesmo do desenho da planta.

Os arquitetos estudam público, comportamento, proposta de valor e identidade da empresa.

Só depois disso entram materiais, iluminação, mobiliário e circulação.

Em alguns casos, arquitetura e branding são desenvolvidos ao mesmo tempo.

O resultado é uma experiência mais integrada.

Um escritório de advocacia pode querer transmitir solidez.

Uma startup, agilidade.

Uma clínica, confiança e acolhimento.

Um restaurante, desejo e exclusividade.

Empresas passaram a gastar mais

Essa mudança também aparece nos orçamentos.

Projetos corporativos considerados estratégicos passaram a receber investimentos maiores em acabamento, acústica, iluminação e mobiliário.

A sede deixou de ser vista apenas como custo.

Passou a funcionar como ferramenta de recrutamento, vendas e reputação.

Empresas que disputam profissionais qualificados também perceberam que o espaço influencia a percepção de quem trabalha ali.

Menos decoração, mais identidade

Outra transformação está na estética.

Sai a ideia de simplesmente preencher ambientes com objetos decorativos.

Entram materiais, texturas e soluções que ajudam a construir uma linguagem própria.

A busca é por espaços reconhecíveis.

Ambientes que poderiam pertencer àquela empresa e não a qualquer outra.

Arquitetura também produz valor

Esse movimento explica por que alguns escritórios passaram a participar das decisões estratégicas muito antes da obra começar.

Eles já não entregam apenas plantas e imagens.

Entregam experiência, circulação, percepção e narrativa.

Em um mercado onde produtos e serviços se parecem cada vez mais, o espaço físico voltou a ser uma forma de diferenciação.

E, em Santa Catarina, algumas empresas começam a perceber que arquitetura não é apenas onde o negócio acontece.

Também é parte daquilo que o negócio diz sobre si.

Conteúdo fictício criado exclusivamente para demonstração editorial e visual da TP. Empresas, pessoas, números e acontecimentos mencionados nesta matéria são inventados.

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