
Criada em Santa Catarina, a fictícia Orven construiu espaço ao apostar em design autoral, produção controlada e uma estética que evita tendências rápidas. Agora, a empresa prepara sua maior expansão e quer provar que uma marca regional pode ganhar escala sem perder personalidade.
A Orven nasceu com uma decisão simples.
Não competir por preço.
Fundada em 2021, em Santa Catarina, a marca começou com pequenas coleções de roupas masculinas e femininas produzidas em tiragens reduzidas.
Em seis anos, deixou de ser uma operação essencialmente digital para entrar em lojas multimarcas, abrir dois pontos próprios e alcançar clientes em todas as regiões do país.
Agora, prepara a próxima etapa.
A empresa projeta abrir oito lojas físicas até o fim de 2029 e ampliar sua presença em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Uma estética antes de uma estratégia
Desde o início, a Orven tentou construir reconhecimento visual antes de buscar volume.
As coleções trabalham com cores neutras, cortes limpos, tecidos naturais e poucas estampas.
A estratégia ajudou a criar uma identidade consistente, mas também impôs limites ao crescimento.
Segundo o fundador fictício, Caio Noren, de 31 anos, a empresa recusou durante anos propostas para ampliar rapidamente a distribuição.
“Se a marca chega a qualquer lugar antes de saber exatamente o que representa, ela cresce sem construir valor.”
A mudança veio quando a companhia percebeu que já havia demanda suficiente fora de Santa Catarina.
O desafio de crescer sem ficar genérica
Em 2026, cerca de 62% das vendas da Orven vieram de fora do estado.
O faturamento chegou a R$ 48 milhões.
Para 2027, a projeção é ultrapassar R$ 65 milhões.
A expansão, porém, exige um equilíbrio difícil.
Aumentar produção, abrir lojas e ampliar equipe sem transformar a marca em mais uma operação de moda indistinguível das concorrentes.
Por isso, parte do investimento será concentrada em produto, fotografia, arquitetura de loja e experiência de marca.
A loja vira parte do discurso
Os novos espaços físicos terão menos produtos expostos e maior integração entre moda, design e conteúdo.
A ideia é que cada loja funcione também como ambiente de relacionamento.
Lançamentos, conversas, pequenas exposições e colaborações com artistas locais farão parte da programação.
A primeira nova unidade está prevista para Curitiba.
São Paulo deve receber a maior loja da marca no ano seguinte.
Produção continua perto
Mesmo com a expansão nacional, a Orven pretende manter a maior parte da cadeia produtiva no Sul.
Hoje, aproximadamente 80% das peças são produzidas em Santa Catarina e no Paraná.
A companhia afirma que não pretende transferir a produção para polos mais baratos apenas para aumentar margem.
Essa decisão faz parte do posicionamento.
“Se a gente vender a ideia de origem, mas desconectar a marca completamente de onde ela nasceu, alguma coisa se perde”, afirma Noren.
Regional sem parecer pequena
A Orven não quer esconder que nasceu em Santa Catarina.
Também não quer depender disso para vender.
Esse talvez seja o principal desafio da próxima fase.
Transformar origem em identidade sem transformar regionalidade em limite.
Se conseguir, a marca pode fazer algo que poucas empresas independentes conseguem.
Crescer nacionalmente sem deixar de parecer própria.
Conteúdo fictício criado exclusivamente para demonstração editorial e visual da TP. Empresas, pessoas, números e acontecimentos mencionados nesta matéria são inventados.